segunda-feira, 10 de novembro de 2025

8º ENCONTRO - 2025 - FECHAMENTO

 

“HTPC EM REDE” 2025 -  “A Organização da Ação Pedagógica na Educação infantil: Experiências, Relações e Construção do Conhecimento”

 

 

8º encontro

 

Objetivos do encontro:

Proporcionar um momento de brincar voltado ao professor;

Propor uma leitura sobre o papel do professor reflexivo;

Exercitar a auto-avaliação e colher informações sobre as necessidades de processo formativo para 2026;

Pauta:

Acolhimento: “ Vivência com jogos”;

Leitura: “O que trago em mim e como interajo com a realidade” - pág 22 - Livro Prática docente - Maria Alice Proença

Auto-avaliação

O que gostaria de estudar em 2026?

REGISTRO REFLEXIVO:

Nosso último encontro iniciou de maneira prazerosa, com muitos jogos nas mesas do refeitório para que os professores pudessem exercitar o brincar, que é o grande Norte da Educação Infantil. Os jogos escolhidos por mim foram: “Cara a Cara”, “Lince”, “Cilada”, “Jogo da Pizza”, “Cadê” e um quebra-cabeça diferente com peças em diferentes formatos, com um unicórnio todo colorido.

Acreditei que em cerca de 40 minutos, todos já teriam se dissipado dos jogos, porém não foi o que aconteceu, percebi entusiasmo e envolvimento, os professores não viram o tempo passar. O jogo Cadê gerou disputas, também pude perceber que aqueles que conheciam os jogos ensinavam os que não conheciam... Brinquei junto também e foi muito interessante, pois alguns jogos tinham variações e formas de conduzir diferentes e iríamos todos aprendendo, tal e qual como acontece com as crianças. Percebi que a professora Thais, recém chegada, já conhecia todos os jogos e me ajudou a ensinar os colegas, Nara e Flávia também já conheciam alguns. O quebra-cabeça, por ser mais complexo, acreditei que não finalizaria, porém todos passaram um pouco por ele e por fim acabamos conseguindo finalizá-lo e viver um momento de brincadeira por prazer. Flávia comenta que usa o Lince com as crianças do AEE e que ela é um bom jogo para trabalhar a atenção, coordenação e a questão viso-motora. Após esse momento a coordenadora trouxe uma leitura breve porém importante, retirada do livro “ Prática docente: a abordagem de Reggio Emilia e o trabalho com Projetos, portfólios e Redes Formativas”, conforme exposto a seguir:

O que trago em mim e como interajo com a realidade

 

Complementando o pensamento piagetiano para definir "educação", cito aqui o escritor Daniel Munduruku, ao refletir sobre suas raízes culturais:

 

Educação para nós [povo indígena] se dava no silêncio. Nossos pais nos ensinavam a sonhar com aquilo que desejávamos. Compreendi, então, que educar é fazer sonhar. Aprendi a ser índio, pois aprendi a sonhar ("viajar", na linguagem do não índio). la para outras paragens. Passeava nelas, aprendia com elas. Percebi que, na sociedade indígena, educar é arrancar de dentro para fora, fazer brotar os sonhos e, às vezes, rir do mistério da vida. (1996, p. 38)

 

Piaget e Munduruku voltam seus olhares para as suas origens, europeia e indígena, respectivamente, atribuindo um sentido singular às questões internas e culturais do sujeito-aprendiz, educador ou educando.

 

Somente uma experiência de fato significativa e de acordo com inquietações pessoais pode se configurar como um incomodo capaz de proporcionar mudanças nos habitus do educador.

 

Para provocar mudanças, a formação do docente deve basear-se em um processo criativo, flexível, gradativo e singular, que dê voz a seus atores e, em especial, desenvolva o sentimento de pertencimento e cultura de grupo, pois só há validade de saberes e fazeres a partir de similaridades e confrontos com as ideias alheias, que criem um "código" de referência aos que fazem parte de um grupo.

 

HABITUS

 

Pierre Bordieu, sociólogo francês, discute o conceito de habitus como uma matriz de atuação do indivíduo que, na maioria das situações cotidianas, age sem refletir sobre seus atos, apenas reproduzindo estruturas anteriormente bem-sucedidas, ou com recursos suficientes para "dar conta" de uma situação..

 

 

 

 

A aprendizagem é considerada por Piaget como um espaço de busca, de vivências, confrontos, verbalizações, tomada de consciência dos fazeres e saberes pessoais na construção de experiências que deixam marcas. Em especial, experiências que ampliam o repertório de atuação do sujeito-educador, transformando habitus e matrizes em maneiras criativas e diferenciadas de agir e de ser professor, autor de sua história.

 

O professor em constante processo de formação deveria manter a capacidade infantil de se encantar diante de eventuais descobertas e estranhar a ausência de respostas momentâneas para determinadas situações, convertendo-as em objeto de pesquisa e busca de novos conhecimentos.

 

O ponto de partida e de chegada da proposta formativa, que objetiva a qualificação docente, é o professor/educador, elemento central do processo: a forma como atua, interage com os alunos e com os demais parceiros, como produz conhecimentos no exercício da docência, no ambiente de construção de conhecimentos, um sujeito invetigador.

 

A formação em serviço, efetivada no lócus de atuação do sujeito-educador, a escola, pode se transformar em um espaço central de reflexão e melhoria qualitativa do trabalho realizado por um grupo que se percebe como agente de mudanças significativas no contexto institucional, a partir de trocas interativas de fazeres e saberes da prática pedagógica cotidiana.

 

 

Após esse momento, todos os presentes foram convidados a realizar uma auto-avaliação/avaliação das aprendizagens da formação, conforme segue uma compilação de dados a seguir:

 

1- Para que serve a documentação Pedagógica?

Para registrar, orientar, acompanhar e nortear o fazer docente, pautar todo o desenvolvimento e evidenciar as conquistas das crianças bem como avaliar todo o processo de aprendizagem das crianças, assim como avaliar todo o trabalho pedagógico e socializar com os envolvidos no processo, gerando reflexão e ação.

 

2- Você pode listar algumas ações que fez esse ano referente a cultura antirracista? A escola disponibilizou material?

Sim, diversos materiais foram disponibilizados para o trabalho com a cultura antirracista, tais como: literatura, obras de arte, materiais de arte (guache e giz de cera em diferentes tons de pele), também organizamos alguma obras coletivas para a exposição de artes.

3- Em relação a documentação pedagógica, na formação foi abordada a importância do mural, Você pode explicar em poucas palavras, como fazer um mural mais completo e porque ele deve ser assim?

Sim ,foi abordado a importância do mural de forma que o mesmo deve apresentar atividades com nomes das crianças, breve relato do percurso criador, podendo ser enriquecidos com fotos, demonstrando o momento da criação, de forma a garantir o acesso ao percurso para toda comunidade escolar, para aproximar as famílias e valorizar os processos de ensino e aprendizagem.

4- Ao longo da formação você teve acesso ao trabalho com as “ilhas de brincar” ou “vivências de contextos”. Para que serve isso e qual o papel do professor neste tipo de experiência?

Sim, foram proporcionados vários momentos em contextos diversificados, ao longo desse processo o papel fundamental do professor como organizador, mediador, atuando ao sugerir e propor situações, que favoreçam cada vez mais as habilidades das crianças e atuar como um observador também, compreendendo que o brincar é livre para a criança, não para o professor.

5- Ao longo da formação você pode entender que a fotografia pode ser usada como forma de documentar  o processo pedagógico e os avanços das crianças. Como você tem utilizado a fotografia?

Usamos para documentar atividades diárias, nos semanários, portfólios, nos murais, para alimentar a página do instagram,  enfatizando os processos de aprendizagens coletivos e individuais.

6- Em relação as adequações curriculares? O que você aprendeu? Houve tempo em HTPC para estudo e para fazê-la na prática?

Sim, foram pensados em materiais que atendessem as necessidades das crianças portadoras de necessidades especiais, tivemos alguns encontros em que houve o estudo das adequações, fez ampliar o olhar para as possibilidades de adaptação.

7- Como foi sua participação no HTPC em rede? Você foi frequente? Fez as tarefas? Colocou em prática as propostas? Aprendeu algo sobre o uso do CANVA?

Todos do grupo foram frequentes e participativos, o uso do CANVA foi aprimorado.

 

8- Qual tema você gostaria de estudar em 2026?

Uso do CANVA;

Cultura Africana (Intensificar);

Desenho Infantil;

Educação inclusiva: Adequações Curriculares em casos mais complexos, Recursos de acessibilidade em salas regulares;

Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

 

 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

REGISTRO REFLEXIVO DO 7º ENCONTRO

 Aos vinte e dois dias do mês de setembro de dois mil e vinte e cinco, realizou-se o 7º encontro do HTPC em Rede, com a presença da diretora, coordenadora e dos docentes desta unidade escolar, tendo como foco a reflexão sobre o processo de Educação Inclusiva. A pauta iniciou-se com a leitura da obra "Sete cachorros amarelos", de Silvana Rando, que oportunizou reflexões sobre diversidade, sensibilidade e a importância da literatura infantil como recurso de desenvolvimento integral. Em seguida, realizou-se uma roda de conversa, na qual as professoras compartilharam percepções e ampliaram o olhar crítico sobre como muitas vezes não enxergamos logo de cara o que a leitura quer dizer e por isso a importância de revisarmos com maior profundidade ampliando a escuta e valorizando as múltiplas interpretações. Na sequência, houve a retomada da discussão acerca da adequação curricular dos alunos, utilizando roteiro previamente elaborado, de forma a revisar práticas e estratégias voltadas ao atendimento das necessidades específicas de cada criança, reafirmando o compromisso com a inclusão. Por fim, como atividade coletiva, as professoras iniciaram a produção do Portfólio de Educação Inclusiva, registrando suas experiências, adaptações e práticas pedagógicas que evidenciam os avanços e desafios no processo inclusivo, a Flávia ficou com a parte do AEE, a Angélica e a Rosângela com a sala de estimulação, Mariana com a rotina ilustrada, Nara e Edna contribuíram com a rotina da sala. Nada mais havendo a tratar, a reunião foi encerrada, ficando registrada a relevância do encontro para a consolidação de uma prática pedagógica inclusiva, reflexiva e colaborativa.

Prof. Edna.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

7º ENCONTRO - HTPC EM REDE

 “HTPC EM REDE” 2025 -  “A Organização da Ação Pedagógica na Educação infantil: Experiências, Relações e Construção do Conhecimento”

7º encontro - Processo de Educação Inclusiva: Adequação curricular e Portfólio dos processos de Educação Inclusiva.

 Objetivos do encontro:

lApurar o olhar para a literatura Infantil;

lRevisar a adequação curricular com roteiro;

lElaborar coletivamente um portfólio com as principais ações da escola ligadas ao processo inclusivo.

Pauta:

lLeitura: “Sete cachorros amarelos” - Silvana Rando;

lRoda da conversa em relação a leitura (apurando o olhar);

lRetomada da adequação curricular dos alunos da escola com roteiro;

lTarefa coletiva: Produção do Portfólio de Educação inclusiva.

 

 


 

 

terça-feira, 2 de setembro de 2025

REGISTRO DO SEXTO ENCONTRO

 Ao primeiro dia do mês de setembro de dois mil e vinte e cinco, realizou-se o 6º encontro do HTPC em Rede 2025 na EMEI Professora Renata Dias da Cruz Monteiro, com a presença das docentes e equipe pedagógica da unidade escolar. Inicialmente, ocorreu o acolhimento, no qual a equipe produziu flores com ou sem molde, inspiradas na obra de Gustavo Rosa, com a finalidade de explorar produções tridimensionais. Na sequência, foi abordado o tema “Estratégias significativas para conter na educação curricular”, considerando as dificuldades apresentadas por crianças que necessitam de adequação curricular, bem como a elaboração e aplicação de estratégias para favorecer aprendizagens e alcançar as habilidades esperadas. Foram discutidas e exemplificadas as seguintes estratégias: Reforço positivo; Ensino por tentativa discreta (ensinar em pequenos passos, dividindo habilidades em partes simples, reforçando após cada acerto); Modelagem, em suas diferentes modalidades: direta, por vídeo, por apoio físico, auto-modelagem (filmar o aluno realizando corretamente), por pares e modelagem graduada (etapas); Oferta de suporte visual, auxiliando a compreensão e organização por meio de rotinas visuais; Desenvolvimento de habilidades sociais, a partir de interações no faz de conta, combinados, leituras e reforço visual; Desenvolvimento de comunicação funcional, utilizando formas alternativas e apropriadas de comunicação em substituição a comportamentos inadequados; Formas de comunicação, tais como: olhar direcionado, expressões faciais, gestos, apontar, conduzir o adulto até o objeto, empurrar, puxar, entre outros, com vistas à elaboração de planos de adequação que possibilitem progressão para formas de comunicação mais complexas; Estruturação da rotina, garantindo previsibilidade, segurança emocional, autonomia e redução de comportamentos desorganizados; Organização do ambiente, com redução de estímulos excessivos e seleção adequada de brinquedos, prevenindo conflitos e desregulação dos alunos. Após as reflexões, foi realizada a tarefa de conferência do questionário sobre adequação curricular/PEI, considerando os marcos de desenvolvimento e verificando se as necessidades identificadas estavam contempladas nas estratégias. Constatou-se que as adequações estavam bem relacionadas e condizentes, sendo orientado que as docentes refletissem e alterassem objetivos e estratégias já alcançados, de modo a avançar nas habilidades esperadas conforme o progresso dos alunos, elevando gradualmente as etapas atingidas. Em seguida, foi apresentada a proposta do portfólio coletivo dos alunos da educação inclusiva e do AEE, demonstrando avanços, rotinas, construções de adequações, organização dos espaços, atuação das equipes e registros dos momentos coletivos. 

6º ENCONTRO

 

“HTPC EM REDE” 2025 -  “A Organização da Ação Pedagógica na Educação infantil: Experiências, Relações e Construção do Conhecimento”

 

6º encontro - Processo de Educação Inclusiva e uso da tecnologia.

 

Objetivos do encontro:

lConhecer Estratégias significativas para conter na Adequação Curricular - PEI

lConhecer um pouco mais sobre o processo reflexivo para a construção da adequação curricular;

lElaborar coletivamente um portfólio com as principais ações da escola ligadas ao processo inclusivo;

lCompartilhar construção de apresentação pelo canva.

Pauta:

lAcolhimento: Oficina de flores

lApresentação do slide “Estratégias significativas para conter na Adequação Curricular - PEI”;

lRetomada da adequação curricular dos alunos da escola;

lApresentação da tarefa coletiva.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

HTPC EM REDE - 5º ENCONTRO

 “HTPC EM REDE” 2025 -  “A Organização da Ação Pedagógica na Educação infantil: Experiências, Relações e Construção do Conhecimento”

 5º encontro - Documentação Pedagógica - Fotografia

 Objetivos do encontro:

lDiscutir a fotografia como recurso pedagógico;

lAnalisar fotografia em contextos pedagógicos e o que elas dizem sobre o espaço e as vivências das crianças.

Pauta:

lLeitura: Poesia

lRoda da conversa com a pergunta disparadora: Para que você usa a foto no contexto pedagógico?

lTexto: Fotografia -”Registros na Educação Infantil - Pesquisa e prática pedagógica” - Luciana Esmeralda Ostetto.

lAnálise de fotos pedagógicas... o que você vê? De acordo com roteiro de perguntas.

lO que você pretende fotografar para o portfólio do 3º bimestre?

 Um dia, a professora escreveu sobre as crianças: “Na minha percepção, elas enxergam o mundo de uma maneira que eu ainda não conheço.”

Ela fez poesia e nem percebeu.

Acho que a minha missão, como formadora, é ajudar cada professora a olhar para o que faz, diz, escreve, sente.

Todo mundo precisa de apoio e coragem para aprender a olhar.


 

 

 

 

REGISTRO REFLEXIVO - PROFESSORA JAÍNE

Aos quatro dias do mês de agosto de dois mil e vinte e cinco, reuniram-se nesta unidade escolar Emei Professora Renata Dias da Cruz Monteiro para reunião do "HTPC EM REDE" a Diretora Denise, Coordenadora Thaís e o corpo docente, para refletirmos sobre a pauta do 5° encontro que tem como tema "Documentação Pedagógica - Fotografia". A Coordenadora Thaís iniciou a reflexão com a leitura de um pequeno poema que expressa a maneira como cada criança enxerga o mundo e como nos docentes registramos essas formas de olhar através dos registros fotográficos. Após a leitura partimos para a análise da pergunta disparadora: Para que você usa a foto no contexto pedagógico? A professora Flávia iniciou respondendo que seu trabalho é praticamente todo em registro fotográfico, já que trabalha com crianças que em sua maioria se comunicam de forma não verbal e não costuma usar recursos em papel. Logo a professora Nara Jane também expressou que com as fotografias que tira consegue relembrar o que aconteceu e como cada aluno se comportou em determinada atividade ou momento importante. Já a Professora Vanessa explicou que tira suas fotos durante a semana e as mesmas a ajudam no momento de reflexão ao registrar seu semanário. A Professora Mariana também acredita que as imagens são importantes para entendermos o que não deu certo e nos preparar para trazer aquela atividade de uma forma diferente. A professora Rosângela também relatou que usa as fotos para relembrar como aconteceu certa atividade e como os alunos se comportaram, bem como, para o uso de semanários e portfólios. A Professora Edna explicou que usa as fotografias inclusive para registrar momentos que passam despercebidos. Por fim, comentamos que as imagens nos ajudam até mesmo para roupas, sapatos, entre outras coisas que se perdem e que com o registro conseguimos observar o que é de cada criança. Após cada professora se expressar partimos para o próximo tópico da pauta que foi a leitura de um texto retirado pela Coordenadora Thaís de um livro comprado por ela que fala sobre o dia-a-dia da Educação Infantil, o livro é de uma pesquisadora Luciana Esmeralda Ostetto que realizou uma pesquisa de como se dá a documentação pedagógica e o processo reflexivo do professor. Nós atentamos ao capítulo que fala sobre fotografia. Durante a leitura conversamos referente a visão da autora sobre a importância do registro fotográfico e a quantidade de fotos tiradas em cada setor daquela UMEI, demonstradas em uma tabela. No texto também tivemos diversas perguntas que nos leva a refletir sobre a intencionalidade, se as fotos são espontâneas ou posadas, qual o conteúdo das imagens, entre outras coisas. Após a leitura a Coordenadora frisou algo de extrema importância, que já fazemos, porém até então ninguém havia comentado, que as fotografias também são uma forma de estarmos mais próximos das famílias e criarmos um vínculo afetivo. Daí a importância de ter sido criado o Instagram da escola, onde são postadas diversas interações, atividades e momentos dos pequenos. 


Depois realizamos um exercício, a Coordenadora separou algumas fotos das nossas crianças e em duplas analisamos as imagens das atividades propostas e respondemos algumas as perguntas presentes nas fotos. Foi uma atividade muito prazerosa e interessante pois é muito diferente analisarmos uma foto que outra pessoa tirou, sem saber o que estava sendo proposto naquele momento. Outra reflexão importante feita por nossa Coordenadora foi o cuidado que devemos ter ao fotografar os pequenos, como observar o fundo, se há outras crianças e como essas crianças estão. Finalizamos esse encontro refletindo sobre a importância de nos prepararmos já pensando no que gostaríamos de registrar e documentar em nosso 3° bimestre.

 

Professora Jaíne

 

segunda-feira, 28 de julho de 2025

REUNIÃO PEDAGÓGICA - 3º BIMESTRE

 


No retorno do recesso, tivemos um momento de estudo e planejamento para o 3º bimestre, dividido por turmas, com os seguintes temas:

1- Acolhimento: Desenho “Pensando fora da caixa”, momento em que as professoras desenharam a partir de fotos dos objetos, exercitando a criatividade e garantindo novas ideias para o trabalho com as crianças. 

2- “Encontro Plus - HTPC em Rede” com os seguintes objetivos: sensibilizar para a importância do diagnóstico precoce;  orientar em relação a escuta de relato espontâneo das crianças; orientar em relação ao processo de encaminhamento para questões de seletividade alimentar;  elucidar a importância da Adequação Curricular enquanto documento no planejamento. Para iniciar a coordenadora começou  com a Leitura de trecho do livro “Mentes Inquietas - TDAH: Desatenção, Hiperatividade e impulsividade”, que fala da importância do encaminhamento precoce das crianças e o olhar atento em relação as crianças, mesmo aquelas mais quietas. Após esse momento a coordenadora orientou em relação a  escuta de relato espontâneo das crianças. Seguindo a pauta, a coordenadora explicou que agora os encaminhamentos para seletividade alimentar só serão feitos em caso de crianças com laudo e seletividade alimentar ou em casos de crianças em investigação (com encaminhamento completo) e seletividade alimentar, casos de vegetarianos, veganos e intolerantes deverão ser encaminhados direto para a merenda, também explicou as  “ESCALAS DO COMER” que são: Tolerar – a criança precisa estar confortável com a presença do alimento no mesmo ambiente, ou seja, na mesa de refeição ou no prato; Interagir – é associar o alimento a uma atividade prazerosa, como uma brincadeira de cozinhar por exemplo; Cheirar – já é um grande passo para aceitar, a criança sentir e identificar o alimento pelo cheiro;  Tocar – é um dos passos mais importantes; a criança consegue tocar o alimento sem “nojo” ou o famoso “eca”; Provar – aqui já está familiarizada com o alimento, mas ainda não se sente segura para comê-lo. Encostar na boca, beijar, lamber também fazem parte do provar; Comer – é o topo da escalada e o passo mais esperado. Não necessariamente a criança precisa comer um prato cheio. Todos esses passos da escala são importantes para o desenvolvimento da criança e que cada passo, deve ser comemorado e registrado como avanço no processo de alimentação. 

3- “Uso de telas”, foi realizada a leitura de trechos da RESOLUÇÃO SME Nº 05/2025, de 16 de abril de 2025 - NÚCLEO DE SUPERVISÃO E LEGISLAÇÃO,  que institui as Diretrizes Operacionais sobre o uso de dispositivos digitais na rede municipal de ensino, a integração curricular da educação digital, a proposta pedagógica da unidade escolar e as diretrizes educacionais da Secretaria Municipal de Educação. (...)Art. 11. Na Educação Infantil, o uso de telas e dispositivos digitais pelos estudantes de forma individual ou coletiva para visualização ou interação, mesmo que para fins pedagógicos, não é recomendado como regra, na forma desta Resolução. § 1º O profissional da escola poderá optar excepcionalmente por realizar atividades pedagógicas que podem exigir algum tipo de acesso a dispositivos digitais, planejando de maneira cuidadosa e intencional, não podendo as referidas atividades se estenderem por longo período em função das recomendações de limites de exposição a telas por crianças pequenas.  § 2º O uso excepcional na Educação Infantil só poderá ocorrer por meio de dispositivos oferecidos pela escola, com acompanhamento e mediação do professor responsável ou do profissional de apoio escolar assim como da equipe gestora, respeitando as restrições de idade. (...) (...)Art. 19. Nas etapas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, as unidades escolares deverão promover a comunicação e parceria com as famílias sobre o uso de dispositivos digitais, de forma a educar conjuntamente para a promoção do bem-estar, segurança e construção de autonomia em ritmo condizente com a faixa etária. Parágrafo único. A conscientização sobre os efeitos de dispositivos digitais para crianças, incluindo publicidade e uso de dados, devem ser objeto de encontros com pais e responsáveis para orientar sobre o uso seguro dessas tecnologias em casa, assim como a disseminação de materiais informativos sobre os impactos do uso precoce de tecnologias digitais e celulares. (...).

4- Projeto de leitura, a coordenadora relembrou a semana da leitura e que nos dias 28 e 29 os professores deverão organizar uma leitura com recursos e firmaram o compromisso do empréstimo de livro para casa. 

5- Análise da pauta totalizadora, foram observados os índices que tiveram o resultado mais baixo, conforme segue:

Infantil I - Percebe que as pessoas têm características diferentes (12/55); Brinca com gestos e movimentos de sua cultura (40/55), demonstra progressiva independência no cuidado com seu corpo (21/55); Identifica sons da natureza (19/55); Utiliza a seu modo tintas, iniciando o reconhecimento de cor (24/55); reconhece o próprio nome (12/55); Responde perguntas sobre fatos da história narrada (18/55); Relata fatos (09/55); Brinca com bonecos, brinquedos, imagens ou temas sugeridos (20/55); Adota procedimentos de leitor (28/55); Manuseia os diferentes instrumentos e suportes de escrita, demonstrando curiosidade e iniciando o processo de apropriação da cultura escrita (10/55); Observa e nomeia os incidentes do cotidiano e fenomenos naturais (17/55); Explora relações espaciais (13/55); Classifica e ou organiza objetos (19/55; Percebe relações temporais  (10/55); Recita contagem (18/55); Demonstra interesse pelos problemas do cotidiano (17/55); Demonstra interesse e observa plantas e animais nos diferentes ambientes (12/55).

Infantil II - Enfrenta desafios expressando empenho e autoconfiança na resolução de problemas (44/68); Percebe a diversidade de pessoas e culturas, expressando atitude positiva (30/68); Utiliza diferentes fontes sonoras (54/68); Sabe diferenciar imagens de outras marcas gráficas (34/68); Identifica relações temporais (43/68) e registra quantidades (35/68). Por meio dessa análise os professores puderam pensar na construção da sequência didáticas garantindo investimento nestas habilidades. 

6- Construção das sequências didáticas: na construção da sequência foram conferidas as habilidades e também pensadas as adequações curriculares para os alunos com deficiência.


quarta-feira, 18 de junho de 2025

REGISTRO REFLEXIVO - 4º ENCONTRO

 Registro Reflexivo

Iniciamos o HTPC com a apreciação dos livros novos vindos do PNLD Literário. A coordenadora pediu que assim que fossem vendo, usando os livros, que estarão na sala dos professores coloquem no lugar combinado. A coordenadora retomou os objetivos do encontro e a importância do trabalho com a cultura antirracista.

Recebemos um molde de coração e durante a leitura do livro “Infância na aldeia” era para pensarmos em uma palavra que trouxesse a sensação principal expressa. Depois cada um foi falando o porquê escreveu a palavra, compartilhando com os colegas o que sentiram com a leitura relacionando a sua vida e expondo alguns aspectos da cultura cultura indígena.

A professora Mariana relatou sobre o que mais marcou no 3º seminário Antirracista em que ela participou, em horário de HTPC, na EMEI Kalil, ela fez uma ata relatando detalhadamente tudo o que foi falado e visto no Seminário, além de um resumo em tópicos explicativos sobre as práticas que podem ser utilizadas com as crianças da faixa etária atendida pela nossa escola, que foi entregue para cada professor.

Dando continuidade a formação, foi realizada uma atividade em dupla, sobre o que tem que ter no mural? A partir de recortes de trechos de um texto, cada dupla tinha que colocar  em tópicos sua resposta e depois explicar. Sendo que o texto final ficou assim:

Mural

O que tem que ter?

Título: nome da professora, turma e tema da experiência;

Relato: pequeno quadro explicativo, narrando o processo, fazendo relação com as sequências e projetos da escola (mostrando que o trabalho está de acordo com o Projeto Político Pedagógico da escola);

Imagens, fotos e produções das crianças (destacar propostas com autoria, criança protagonista).

O que o professor deve ter atenção:

Curadoria de imagens, buscar elaborar o painel com estética que chame ao diálogo e apreciação;

É interessante em alguns casos ter foto do processo, além das produções das crianças;

Compreender o painel como uma comunicação com os pais, como parte do contar os processos de aprendizagem, colaborando para o entendimento e valorização do trabalho da Educação infantil.

Partimos para a atividade em grupo, análise de portfólios de acordo com roteiro. Fomos analisando e respondendo as questões e depois os grupos socializaram suas conclusões, onde pudemos compartilhar com os colegas várias vivências, além do que foi registrado.

Todos, no geral, parabenizaram o material utilizado, bem como as professoras que cederam seus materiais para esta atividade e ficaram felizes e motivados em ver o trabalho dos colegas, bem como o trabalho bem feito da nossa coordenadora.

Antes de finalizar a coordenadora repassou a tarefa, mencionada na pauta exposta acima. Sem mais encerramos.

 

Denise Fernandes Ambrosio

 

 

terça-feira, 17 de junho de 2025

HTPC EM REDE - 4º ENCONTRO

 “HTPC EM REDE” 2025 -  “A Organização da Ação Pedagógica na Educação infantil: Experiências, Relações e Construção do Conhecimento”

16/06/2025

 4º encontro - Documentação Pedagógica (mural e portfólio) e Cultura Antirracista

 Objetivos do encontro:

lRetomar a cultura indígena por meio de leitura própria para a idade;

lSocializar as indicações possíveis para a nossa faixa etária trazidas pelo 3º Seminário Antirracista;

lRetomar o conceito de Mural enquanto documentação pedagógica de comunicação com as famílias;

lApreciar e analisar portfólios de outras escolas, valorizando o trabalho das colegas.

Pauta:

lLeitura: “Infância na aldeia” - Márcia Wayna Kambeba;


lConstrução de painel rápido com principais  “sensações culturais” da leitura;

lLeitura das contribuições do 3º seminário Antirracista:

Sugestões de Atividades e Projetos para Crianças de 1 a 4 anos

Prof. Mariana

 1. *Painel de Identidade*: fotos das crianças com diferentes molduras de cabelos (lisos, crespos, cacheados), com espelhos próximos para auto-observação e valorização da diversidade.

 2. *Projeto "Meu RG"*: criação de um documento simbólico com nome, desenho do rosto, impressão digital, e espaço para “minhas raízes” (fotos da família, cor favorita, comida típica, etc.).

 3. *Brincadeiras com penteado*: atividades lúdicas com bonecos e bonecas de diferentes etnias para pentear e cuidar, promovendo o respeito à estética negra.

 4. *Contação de histórias com representatividade*: uso de livros infantis com protagonistas negros e indígenas, como forma de ampliar o repertório cultural e afetivo.

 5. *Oficina de musicalidade africana*: exploração de instrumentos como atabaques, tambores e maracas, com músicas e danças de raízes africanas, promovendo vivência cultural.

 6. *Rodas de conversa com famílias*: encontros simples e acolhedores com responsáveis, para compartilhar vivências, fortalecer vínculos e pensar juntos ações contra o racismo na infância.

lAtividade coletiva: O que tem que ter no mural?

lAtividade em grupo: Análise de portfólios de acordo com roteiro;






lTarefa: Mural completo - Elaborar um mural completo e afixar em seu banner amarelo. Trazer duas fotos impressas uma do coletivo e uma individual de momento de experiência/brincadeira com as crianças.

 

quinta-feira, 5 de junho de 2025

REGISTRO REFLEXIVO - 3º ENCONTRO

 Registro Reflexivo: Documentação pedagógica Vivências com brincadeiras e jogos.

Objetivo da reflexão - Compreender o papel do professor na organização e na observação do envolvimento e aprendizagem das crianças.

O encontro de hoje começou com um momento de acolhimento muito significativo: a leitura do livro “Respire fundo", realizada pela coordenadora Thais. Foi uma leitura especial, que reforçou o valor de criarmos momentos de escuta e cuidado também entre os adultos, além de nos lembrar da importância da leitura feita por um adulto para as crianças como um gesto de presença, vinculo e afeto.

Após esse momento inicial, seguimos para a atividade prática preparada pela coordenadora com o tema: “Ilhas para brincar", onde cada professora pôde brincar se colocando no lugar da criança e refletir sobre o trabalho com brincadeiras e jogos. O mais interessante foi perceber como, mesmo com experiências e realidades diferentes, todas as professoras trouxeram contribuições valiosas sobre o papel da internacionalidade na prática pedagógica e sobre o quanto o envolvimento das crianças depende de uma escuta atenta por parte do professor.

Um dos momentos mais potentes do encontro, na minha visão, foi a análise coletiva de um planejamento semanal. Trabalhamos em grupo, respondendo a perguntas reflexivas que nos fizeram olhar criticamente para a prática: O que o registro mostra? Há escuta das crianças? Os registros revelam hipóteses, reações, envolvimento? Foi perceptível que  o registro se limitou a dar descrição das atividades realizadas, sem dar visibilidade aos processos de aprendizagem vividos pelas crianças. Essa discussão gerou reflexões sobre o valor da documentação como parte do fazer pedagógico e não como uma simples prestação de contas do trabalho realizado.

Outro ponto marcante foi a fala da professora Vanessa que compartilhou sua prática embasada na necessidade de um planejamento prévio que leve em conta os campos de experiências da BNCC, e não apenas o cumprimento de uma rotina. Esse olhar planejado e intencional precisa estar documentado e ser constantemente revisitado, não apenas escrito para a coordenadora ver.

A coordenadora também compartilhou uma vivência em uma sala do infantil I, onde, mesmo com com os desafios de comunicação encontrados, as crianças responderam bem a proposta lúdica. Isso mostrou que quando o professor entra em sala com sensibilidade, escuta e presença verdadeira, os vínculos se fortalecem e o envolvimento acontece naturalmente.

 

Ao final escrevendo esse registro reflexivo me fez pensar no quanto ainda posso aprofundar meu olhar sobre as brincadeiras, observar com mais atenção os sinais das crianças e tornar os registros mais significativos como forma de valorizar o percurso e não apenas o resultado.

Sai do encontro pensando em estratégias de como qualificar mais o meu planejamento, tornar meu olhar mais atento e minha escuta mais ativa. Entendi com mais clareza, que promover vivências com brincadeiras e jogos exige sensibilidade, escuta e intenção pedagógica. O professor é quem organiza o espaço, mas também observa, acompanha e aprende junto com as crianças.

Professora Nara Jane Souza de Oliveira Silva