quinta-feira, 5 de junho de 2025

REGISTRO REFLEXIVO - 3º ENCONTRO

 Registro Reflexivo: Documentação pedagógica Vivências com brincadeiras e jogos.

Objetivo da reflexão - Compreender o papel do professor na organização e na observação do envolvimento e aprendizagem das crianças.

O encontro de hoje começou com um momento de acolhimento muito significativo: a leitura do livro “Respire fundo", realizada pela coordenadora Thais. Foi uma leitura especial, que reforçou o valor de criarmos momentos de escuta e cuidado também entre os adultos, além de nos lembrar da importância da leitura feita por um adulto para as crianças como um gesto de presença, vinculo e afeto.

Após esse momento inicial, seguimos para a atividade prática preparada pela coordenadora com o tema: “Ilhas para brincar", onde cada professora pôde brincar se colocando no lugar da criança e refletir sobre o trabalho com brincadeiras e jogos. O mais interessante foi perceber como, mesmo com experiências e realidades diferentes, todas as professoras trouxeram contribuições valiosas sobre o papel da internacionalidade na prática pedagógica e sobre o quanto o envolvimento das crianças depende de uma escuta atenta por parte do professor.

Um dos momentos mais potentes do encontro, na minha visão, foi a análise coletiva de um planejamento semanal. Trabalhamos em grupo, respondendo a perguntas reflexivas que nos fizeram olhar criticamente para a prática: O que o registro mostra? Há escuta das crianças? Os registros revelam hipóteses, reações, envolvimento? Foi perceptível que  o registro se limitou a dar descrição das atividades realizadas, sem dar visibilidade aos processos de aprendizagem vividos pelas crianças. Essa discussão gerou reflexões sobre o valor da documentação como parte do fazer pedagógico e não como uma simples prestação de contas do trabalho realizado.

Outro ponto marcante foi a fala da professora Vanessa que compartilhou sua prática embasada na necessidade de um planejamento prévio que leve em conta os campos de experiências da BNCC, e não apenas o cumprimento de uma rotina. Esse olhar planejado e intencional precisa estar documentado e ser constantemente revisitado, não apenas escrito para a coordenadora ver.

A coordenadora também compartilhou uma vivência em uma sala do infantil I, onde, mesmo com com os desafios de comunicação encontrados, as crianças responderam bem a proposta lúdica. Isso mostrou que quando o professor entra em sala com sensibilidade, escuta e presença verdadeira, os vínculos se fortalecem e o envolvimento acontece naturalmente.

 

Ao final escrevendo esse registro reflexivo me fez pensar no quanto ainda posso aprofundar meu olhar sobre as brincadeiras, observar com mais atenção os sinais das crianças e tornar os registros mais significativos como forma de valorizar o percurso e não apenas o resultado.

Sai do encontro pensando em estratégias de como qualificar mais o meu planejamento, tornar meu olhar mais atento e minha escuta mais ativa. Entendi com mais clareza, que promover vivências com brincadeiras e jogos exige sensibilidade, escuta e intenção pedagógica. O professor é quem organiza o espaço, mas também observa, acompanha e aprende junto com as crianças.

Professora Nara Jane Souza de Oliveira Silva

 

 

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