quarta-feira, 18 de junho de 2025

REGISTRO REFLEXIVO - 4º ENCONTRO

 Registro Reflexivo

Iniciamos o HTPC com a apreciação dos livros novos vindos do PNLD Literário. A coordenadora pediu que assim que fossem vendo, usando os livros, que estarão na sala dos professores coloquem no lugar combinado. A coordenadora retomou os objetivos do encontro e a importância do trabalho com a cultura antirracista.

Recebemos um molde de coração e durante a leitura do livro “Infância na aldeia” era para pensarmos em uma palavra que trouxesse a sensação principal expressa. Depois cada um foi falando o porquê escreveu a palavra, compartilhando com os colegas o que sentiram com a leitura relacionando a sua vida e expondo alguns aspectos da cultura cultura indígena.

A professora Mariana relatou sobre o que mais marcou no 3º seminário Antirracista em que ela participou, em horário de HTPC, na EMEI Kalil, ela fez uma ata relatando detalhadamente tudo o que foi falado e visto no Seminário, além de um resumo em tópicos explicativos sobre as práticas que podem ser utilizadas com as crianças da faixa etária atendida pela nossa escola, que foi entregue para cada professor.

Dando continuidade a formação, foi realizada uma atividade em dupla, sobre o que tem que ter no mural? A partir de recortes de trechos de um texto, cada dupla tinha que colocar  em tópicos sua resposta e depois explicar. Sendo que o texto final ficou assim:

Mural

O que tem que ter?

Título: nome da professora, turma e tema da experiência;

Relato: pequeno quadro explicativo, narrando o processo, fazendo relação com as sequências e projetos da escola (mostrando que o trabalho está de acordo com o Projeto Político Pedagógico da escola);

Imagens, fotos e produções das crianças (destacar propostas com autoria, criança protagonista).

O que o professor deve ter atenção:

Curadoria de imagens, buscar elaborar o painel com estética que chame ao diálogo e apreciação;

É interessante em alguns casos ter foto do processo, além das produções das crianças;

Compreender o painel como uma comunicação com os pais, como parte do contar os processos de aprendizagem, colaborando para o entendimento e valorização do trabalho da Educação infantil.

Partimos para a atividade em grupo, análise de portfólios de acordo com roteiro. Fomos analisando e respondendo as questões e depois os grupos socializaram suas conclusões, onde pudemos compartilhar com os colegas várias vivências, além do que foi registrado.

Todos, no geral, parabenizaram o material utilizado, bem como as professoras que cederam seus materiais para esta atividade e ficaram felizes e motivados em ver o trabalho dos colegas, bem como o trabalho bem feito da nossa coordenadora.

Antes de finalizar a coordenadora repassou a tarefa, mencionada na pauta exposta acima. Sem mais encerramos.

 

Denise Fernandes Ambrosio

 

 

terça-feira, 17 de junho de 2025

HTPC EM REDE - 4º ENCONTRO

 “HTPC EM REDE” 2025 -  “A Organização da Ação Pedagógica na Educação infantil: Experiências, Relações e Construção do Conhecimento”

16/06/2025

 4º encontro - Documentação Pedagógica (mural e portfólio) e Cultura Antirracista

 Objetivos do encontro:

lRetomar a cultura indígena por meio de leitura própria para a idade;

lSocializar as indicações possíveis para a nossa faixa etária trazidas pelo 3º Seminário Antirracista;

lRetomar o conceito de Mural enquanto documentação pedagógica de comunicação com as famílias;

lApreciar e analisar portfólios de outras escolas, valorizando o trabalho das colegas.

Pauta:

lLeitura: “Infância na aldeia” - Márcia Wayna Kambeba;


lConstrução de painel rápido com principais  “sensações culturais” da leitura;

lLeitura das contribuições do 3º seminário Antirracista:

Sugestões de Atividades e Projetos para Crianças de 1 a 4 anos

Prof. Mariana

 1. *Painel de Identidade*: fotos das crianças com diferentes molduras de cabelos (lisos, crespos, cacheados), com espelhos próximos para auto-observação e valorização da diversidade.

 2. *Projeto "Meu RG"*: criação de um documento simbólico com nome, desenho do rosto, impressão digital, e espaço para “minhas raízes” (fotos da família, cor favorita, comida típica, etc.).

 3. *Brincadeiras com penteado*: atividades lúdicas com bonecos e bonecas de diferentes etnias para pentear e cuidar, promovendo o respeito à estética negra.

 4. *Contação de histórias com representatividade*: uso de livros infantis com protagonistas negros e indígenas, como forma de ampliar o repertório cultural e afetivo.

 5. *Oficina de musicalidade africana*: exploração de instrumentos como atabaques, tambores e maracas, com músicas e danças de raízes africanas, promovendo vivência cultural.

 6. *Rodas de conversa com famílias*: encontros simples e acolhedores com responsáveis, para compartilhar vivências, fortalecer vínculos e pensar juntos ações contra o racismo na infância.

lAtividade coletiva: O que tem que ter no mural?

lAtividade em grupo: Análise de portfólios de acordo com roteiro;






lTarefa: Mural completo - Elaborar um mural completo e afixar em seu banner amarelo. Trazer duas fotos impressas uma do coletivo e uma individual de momento de experiência/brincadeira com as crianças.

 

quinta-feira, 5 de junho de 2025

REGISTRO REFLEXIVO - 3º ENCONTRO

 Registro Reflexivo: Documentação pedagógica Vivências com brincadeiras e jogos.

Objetivo da reflexão - Compreender o papel do professor na organização e na observação do envolvimento e aprendizagem das crianças.

O encontro de hoje começou com um momento de acolhimento muito significativo: a leitura do livro “Respire fundo", realizada pela coordenadora Thais. Foi uma leitura especial, que reforçou o valor de criarmos momentos de escuta e cuidado também entre os adultos, além de nos lembrar da importância da leitura feita por um adulto para as crianças como um gesto de presença, vinculo e afeto.

Após esse momento inicial, seguimos para a atividade prática preparada pela coordenadora com o tema: “Ilhas para brincar", onde cada professora pôde brincar se colocando no lugar da criança e refletir sobre o trabalho com brincadeiras e jogos. O mais interessante foi perceber como, mesmo com experiências e realidades diferentes, todas as professoras trouxeram contribuições valiosas sobre o papel da internacionalidade na prática pedagógica e sobre o quanto o envolvimento das crianças depende de uma escuta atenta por parte do professor.

Um dos momentos mais potentes do encontro, na minha visão, foi a análise coletiva de um planejamento semanal. Trabalhamos em grupo, respondendo a perguntas reflexivas que nos fizeram olhar criticamente para a prática: O que o registro mostra? Há escuta das crianças? Os registros revelam hipóteses, reações, envolvimento? Foi perceptível que  o registro se limitou a dar descrição das atividades realizadas, sem dar visibilidade aos processos de aprendizagem vividos pelas crianças. Essa discussão gerou reflexões sobre o valor da documentação como parte do fazer pedagógico e não como uma simples prestação de contas do trabalho realizado.

Outro ponto marcante foi a fala da professora Vanessa que compartilhou sua prática embasada na necessidade de um planejamento prévio que leve em conta os campos de experiências da BNCC, e não apenas o cumprimento de uma rotina. Esse olhar planejado e intencional precisa estar documentado e ser constantemente revisitado, não apenas escrito para a coordenadora ver.

A coordenadora também compartilhou uma vivência em uma sala do infantil I, onde, mesmo com com os desafios de comunicação encontrados, as crianças responderam bem a proposta lúdica. Isso mostrou que quando o professor entra em sala com sensibilidade, escuta e presença verdadeira, os vínculos se fortalecem e o envolvimento acontece naturalmente.

 

Ao final escrevendo esse registro reflexivo me fez pensar no quanto ainda posso aprofundar meu olhar sobre as brincadeiras, observar com mais atenção os sinais das crianças e tornar os registros mais significativos como forma de valorizar o percurso e não apenas o resultado.

Sai do encontro pensando em estratégias de como qualificar mais o meu planejamento, tornar meu olhar mais atento e minha escuta mais ativa. Entendi com mais clareza, que promover vivências com brincadeiras e jogos exige sensibilidade, escuta e intenção pedagógica. O professor é quem organiza o espaço, mas também observa, acompanha e aprende junto com as crianças.

Professora Nara Jane Souza de Oliveira Silva