A formadora Janaina iniciou se apresentando e a coordenadora Thais realizando a leitura e explicação referente a pauta do encontro. A Professora Janaina iniciou a apresentação dos slides referente ao transtorno do espectro autista - TEA que se trata de uma forma diferente de pensar e afeta diretamente a interação da criança com os demais. Um breve resumo sobre comportamentos inadequados que trazem prejuízos a própria criança em curto, médio e longo prazo e que devem ser substituídos pelo bom comportamento. O TEA tem uma tolerância elevada a dor e não assimila diferenças das expressões de medo, raiva, alegria, tristeza. Exemplos de comportamentos na birra citados é que a criança realiza por descontentamento ou frustração que tenha vivenciado e para acontecer esse comportamento necessita de plateia e deixa de realizar determinada atitude quando atendido enquanto na crise a atitude permanece. A professora Nara perguntou como se consegue diferenciar e a explicação foi que na birra a criança prevê a atitude que irá tomar, exemplo de se jogar ao chão por exemplo ela observa onde vai querer cair e já na crise a criança não tem noção se irá ou não se machucar na queda. Na crise é percebido gatilhos como calor, barulhos, claridade onde incomodam a criança e após esse momento a criança consegue organizar suas ideias. Falado sobre os níveis do TEA onde o grau I é o mais leve, o grau II o intermediário e o III é o que apresenta maior dificuldade inclusive com o desfralde e fala muitas vezes. O TEA antes de entrarem em crise apresentam sinais e normalmente ficam muito envergonhados por estarem com os pensamentos desorganizados naquele momento. A coordenadora sugeriu que quando ocorrer esse tipo de comportamento na sala de aula solicitar ao estagiário que retire essa criança para um lugar mais tranquilo para evitar a hiperestimulação e caso não consiga retirar a criança que retire os colegas para que diminua a estimulação, num momento de crise forte. A professora Lhorrouma perguntou quanto aos níveis as diferenças de um para o outro e a professora Janaina respondeu que normalmente o nível I fala, o nível II fala com ecolalia e o nível III não fala. Explicou que o autismo não é uma doença, mas sim uma condição e que precisam de estímulos para se desenvolver. O ideal é ter rotina e utilizar recursos específicos para cada um deles. As professoras participaram com os casos vivenciados na Unidade Escolar e a formadora deixou claro que as crianças devem ser tratadas de maneira igual aos demais em relação ao NÃO... Eles também precisam ter essa compreensão que nem tudo podem, devemos impor os limites para que tenham noção das regras que devem ser seguidas por todos. E que o comportamento inadequado deve ser substituído pelo ideal permitindo assim a fixação da postura correta, isso acontece com a utilização do ABA. Professora Nara, através das falas, percebe a necessidade de permitir a independência do aluno. É necessário que criem independência, não dá para fazer tudo por eles devemos orientá-los e deixá-los executar suas tarefas permitindo assim que tenham autonomia. Criança que necessite de atenção diferenciada devemos contar com a parceria do estagiário para que desempenhem a função de auxílio e devemos estar disponíveis ao grupo no todo. Terapia ABA é o método que deve ser utilizado em sala de aula. A criança deve receber estímulos para desenvolver o correto e quando realiza o proposto deve ser recompensada com o estímulo de palavras para que permaneça no comportamento adequado. A formadora completou com a fala de ser viável termos uma rotina ilustrada onde a criança tenha acesso diariamente ao que iremos realizar dentro do período. E podemos fazer uso das imagens que o terapeuta da criança utiliza em sessões, assim fica mais fácil a assimilação. Porém quando não está sendo acompanhada por um profissional podemos criar nosso próprio recurso de imagens. A coordenadora Thais retoma quando ao entendimento da diferença entre crise e birra, os cuidados que devemos agir em ambos os casos, as estratégias a serem utilizadas para que haja um reforçador positivo quando realizam o esperado. Instruiu ainda quanto a entrega do relatório no terceiro bimestre dos casos de inclusão descrito individualmente para a escola que irá receber o aluno ano seguinte consiga já conhecer um pouco do perfil de cada criança e se necessário já estarem providenciando nos casos que precisem o estagiário. E as demais tarefas do curso de formação devem ser enviadas a coordenação.
Giseli Heloisa Rodrigues
