terça-feira, 25 de junho de 2024

Momentos de Apreciação em Artes Visuais

 Uma das tarefas provocadas pela formação LEEI - Leitura e escrita na Educação infantil é falar sobre a leitura de mundo suscitada pela apreciação em Artes Visuais. Deixo aqui algumas observações sobre a apreciação feitas pelos professores:

Professora Vanessa - Infantil I-A


Obra trazida para apreciação das crianças 
Pintor: Gustavo Rosa


Professora Luceni

Obra trazida para apreciação das crianças 
Pintor: Gustavo Rosa










terça-feira, 18 de junho de 2024

Estudo do Campo de experiência "ET"

 Conforme combinado desde o início do ano, nossa equipe pedagógica está fazendo um estudo no campo de "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações", para o HTPC do dia 17/06/2024 a coordenadora Thais organizou o trabalho com o seguinte objetivo:

(EI02ET02)

Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.), levantando hipóteses sobre tais acontecimentos e fenômenos.

 Experiências sugeridas

  • Brincar no parque de achar luz e sombra, roda da conversa para falar da descoberta;
  • Atividade de luz e sombra com lanternas;
  • Brincadeiras com água no parque externo roda da conversa para falar sobre como está o tempo, se está calor, se está sol, que só da para brincar quando está sol, levar diferentes materiais para jogar na agua e ver a diferença de barulho, o que boia, o que afunda... por a roupa das bonecas para secar, no sol, falar sobre o fenômeno com as crianças;
  • Propor ações com receitas, perceber fenômenos e transformações acontecidas na receita - o pão cresceu? O corante tingiu, mudou a cor? O calor do forno assou o pão? O frio da geladeira endureceu a gelatina;
  • Brincadeira com barquinho de gelo: perceber que o gelo derrete com o calor do sol;
  • Marcar diariamente como está o tempo.
  • Observar obras de arte com natureza, sair a campo para observar a natureza e fazer seu próprio desenho. Possíveis falas da criança neste momento: Nesta imagem está sol, porque o céu está azul. Nesta vai chover, porque o céu está cinza. Aqui parece que as folhas estão balançando, então deve ser por causa do vento.
  • Saída a campo para perceber os sons do ambiente: vento, folhas, árvores...
  • Cuidando da horta: Como as crianças percebem a passagem do tempo e o desenvolvimento das plantas? Apontam para o calendário? Percebem e indicam as mudanças nas plantinhas, a partir do plantio, de um dia para o outro ou de uma semana para outra?
A coordenadora Thais também trouxe a vivência de retirar um objeto do gelo, rapidamente os professores conseguiram retirar e em cada objeto havia uma experiência com o objetivo, conforme o texto acima. Para fazer a retirada do objeto do gelo, os professores usaram as seguintes estratégias:
1-Quebrar o gelo usando a força;
2- Utilizar água corrente;
3- Uso de secador de cabelo.



Após esse momento, os professores relataram como conseguiram retirar o objeto do gelo e a coordenadora questionou, em que momento da vida eles aprenderam essa habilidade. Muitos não lembraram... A professora Vivian comentou que ajudava a mãe a descongelar a geladeira para limpar. Por fim, a coordenadora concluiu que este objetivo é bastante amplo e pode ser atingido por meio de várias vivências e brincadeiras, conforme apresentado na lista, e que muitas foram retiradas do site da revista "Nova Escola". Conforme o link:

https://novaescola.org.br/planos-de-aula/educacao-infantil/creche/brincando-com-luzes-e-sombras-no-parque/3372

https://novaescola.org.br/planos-de-aula/educacao-infantil/creche/passeio-em-busca-de-sons-do-ambiente/4192

https://novaescola.org.br/planos-de-aula/educacao-infantil/creche/sons-em-brincadeiras-com-agua/4681


REGISTRO REFLEXIVO 2º ENCONTRO

 Neste segundo encontro do LEEI tivemos o registro reflexivo feito pelas professoras Luceni e Jaine:

Registro da Professora Luceni

Para o segundo encontro a coordenadora trouxe como acolhimento uma apreciação em Artes Visuais através da obra "Extravagâncias "da artista portuguesa Joana Vasconcelos, muitas foram as interpretações do grupo: "lustres, cara de boi, feito de material reciclado ou vidro, uma obra tridimensional com certeza"

Em seguida partimos para um outro objetivo do encontro" Refletir sobre o papel da Educação Infantil na Cultura do Escrito" através da leitura do texto A criança, a cultura escrita e a educação infantil, que nos levou a refletir sobre a importância do

contato com materiais escritos na infância como sendo uma das mais importantes variantes para alcançar os níveis mais altos de alfabetismo na idade adulta e, nesse contexto a escola cumpre um papel fundamental para aproximar as crianças, que muitas vezes não tem oportunidades em casa, nem em outras instâncias, da cultura escrita, através das interações e brincadeiras. Ressaltando que a Educação Infantil  possibilita que o brincar seja tomado como eixo do trabalho coma linguagem escrita, contribuindo para a valorização do conhecimento de mundo das crianças, suas famílias e comunidades.

A atividade em grupo possibilitou ao grupo, divididos em duplas, a análise e socialização de prática "Projeto Cultural sobre arte Naif, com as seguintes propostas: 

✓ Organização de uma lista com as habilidades trabalhadas por meio deste projeto com a turma/Quais outras habilidades você poderia atingir com um projeto deste tipo (caso você fosse a professora desta turma:

✔ Reflexão sobre os direitos de aprendizagem, quais foram trabalhados por este projeto, justifique com o momento da atividade: BRINCAR, CONHECER-SE, EXPLORAR, EXPRESSAR, PARTICIPAR, CONVIVER

✓ Reflexão sobre quais os CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS foram trabalhados por este projeto/Você incluiria mais alguma ação neste projeto para alcançar algum dos campos que não foram trabalhados? encontrou uma possibilidade utilizar a escrita com

✓ A professora desta turma, função social, escreveu um pouco sobre o autor, mostrando o que as crianças aprenderam, para explicar as famílias quem era o pintor João Antonio da Silva. Agora é sua vez! Dentro do que vocês estão trabalhando, ou dentro da rotina diária, há alguma possibilidade de inserir a escrita com função social?

Registro da Prof. Jaine

Aos dez dias do mês de junho de dois mil e vinte e quatro, reuniram-se nesta unidade escolar Emei Professora Renata Dias da Cruz Monteiro para reunião do 2° ENCONTRO de HTPC EM REDE com a diretora Denise, a coordenadora Thaís e o grupo de docentes.

A coordenadora Thaís iniciou o acolhimento com a apreciação da obra “Extravagâncias – Joana Vasconcelos”. Antes de explicar do que se tratava perguntou às professoras presentes o que observavam e sentiam sobre os tipos de materiais utilizados na obra apresentada e cada uma das presentes expressou e compartilhou seus pensamentos com o grupo.

Realizamos também a leitura coletiva do texto “A criança, a cultura escrita e a Educação Infantil” e logo depois nos separamos em quatro grupos para a execução da atividade proposta: Análise de uma prática com busca de informações. Após a analise dos grupos nos reunimos para socializar e chegamos a conclusão que todos os campos de experiências, bem como os direitos de aprendizagem e as habilidades foram trabalhados no projeto que nos mostrou que é possível trabalharmos a escrita com função social.

Por fim, a coordenadora Thaís explicou a Tarefa 01: Propor uma apreciação em Artes visuais, registrar em semanário e modelo estável com as falas das crianças e assim finalizamos mais um encontro.

Professora Jaíne

segunda-feira, 10 de junho de 2024

HTPC EM REDE - 2º ENCONTRO DO LEEI

 Hoje teremos o segundo encontro do HTPC em Rede do LEEI - Leitura e Escrita na Educação Infantil, sendo que preparamos a seguinte pauta de estudo:

“HTPC EM REDE” -  2º encontro -  CAPÍTULO 02  e 03

Objetivos do encontro:

lRefletir sobre o papel da Educação infantil na Cultura do Escrito;

lExercitar a apreciação em Artes Visuais;

lConhecer e analisar uma prática referente ao trabalho com a Cultura do Escrito, buscando correlacionar habilidades, direitos e campos de experiência.

Pauta:

lAcolhimento: “Extravagâncias - Joana Vasconcelos”;

Para o acolhimento organizamos a apreciação da obra de Joana Vasconcelos, artista Portuguesa que está em cartaz no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba, conforme segue o link do vídeo 

  • Leitura do texto: “A criança, a cultura escrita e a Educação Infantil”;

lAtividade em grupo: Análise de uma prática com busca de informações;

 lSocialização da análise;

 lTarefa 01: Propor uma apreciação em Artes Visuais, registrar em semanário e modelo estável as falas das crianças.

 A criança, a cultura escrita e a Educação Infantil” - Caderno 03

Que consequências traz toda essa discussão para o nosso modo de ver as relações entre as crianças, as culturas do escrito e as instituições de Educação Infantil?

Podemos começar pelo fim, ou seja, refletindo sobre as instâncias e as relações de poder. Para as crianças pertencentes às classes médias e às elites, a família tem se constituído um dos principais espaços de contato com o escrito. Se você cresceu em uma dessas famílias, talvez se lembre das estantes cheias de livros, dos jornais que chegavam diariamente, das histórias em quadrinhos compradas nas bancas. Por sua vez, se você cresceu nas periferias das grandes cidades ou em pequenas comunidades rurais, talvez não tenha tido contato com muitos materiais escritos em casa, embora calendários –  como a Folhinha Mariana –, quadros com mensagens e a Bíblia pudessem estar presentes. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, também nessas famílias é possível ver a presença constante das mães, mesmo quando não sabem ler e escrever, apoiando os filhos, investindo o quanto podem naquilo que se relaciona à escola (BATISTA; CARVALHO-SILVA, 2013). Mas os dados do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF) mostram que ter tido contato com materiais escritos na infância é uma das variáveis mais importantes para alcançar os níveis mais altos de alfabetismo na idade adulta. No contexto brasileiro, marcado por muitas desigualdades, a relação (ou não) com a linguagem escrita na infância, em casa, pode contribuir para acirrá-las.

 Entretanto, não é somente na família que as oportunidades de relações com o escrito ocorrem. As crianças que moram nas cidades, por exemplo, já nas cem em um mundo marcado pela (oni)presença de símbolos que dizem – de uma outra maneira – sobre esse mundo. Aos poucos, elas vão compreendendo as finalidades desses símbolos, as características, a necessidade de um aprendizado específico para lhes dar significados, a lógica que os rege. Se as crianças têm a chance, seja por iniciativa de algum parente, da igreja que a família frequenta, da escola em que está matriculada, de circular por aquelas instâncias que ensinam e veiculam o escrito, as oportunidades de compreenderem os seus significados e usos na sociedade em que vivem se ampliarão consideravelmente.

É nesse contexto que podemos discutir o papel da escola. Nas últimas décadas, no caso brasileiro, essa instituição tem cumprido um papel fundamental para aproximar as crianças – que não têm muitas oportunidades, nem em casa nem em outras instâncias – da cultura escrita. Mais uma vez, constatamos desigualdades: enquanto nas escolas destinadas às classes médias e às elites (com exceção de algumas linhas filosóficas específicas, como a Pedagogia Waldorf) há um trabalho sistemático com o escrito com as crianças desde muito cedo, em muitas instituições de Educação Infantil frequentadas por meninos e meninas das camadas populares e/ou de meios rurais isso não ocorre. Como aproximar as crianças, desde bebês, da cultura escrita, sem incorrer em problemas que ferem os modos de enxergar a criança pequena e o próprio papel da Educação Infantil instituído pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) (BRASIL, 2009)?

Em primeiro lugar, é preciso sempre lembrar que a escrita é apenas uma das linguagens com as quais a criança se relaciona, na maior parte dos lugares da sociedade contemporânea, desde que nasce. Ao lado dela, encontram-se, entre tantas outras, a oralidade, a música, a dança, as artes visuais, as linguagens corporal, audiovisual, digital, matemática, cartográfica, entre outras. É interessante, portanto, que a linguagem escrita seja trabalhada nas instituições infantis de modo significativo para as crianças, exercendo funções sociais relevantes para elas, e de maneira indissociada de outras formas de expressão e comunicação de que elas precisam para significar o mundo, apreendê-lo, produzi-lo, torná-lo vivível para o outro. Vários estudos (BAPTISTA, 2010; NEVES; CASTANHEIRA; GOUVEA, 2015) têm mostrado que isso é possível e viável, na medida em que as próprias crianças mostram curiosidade em torno do escrito e levantam constantemente hipóteses acerca dos seus significados, dos seus usos e das suas funções. Em outras palavras, se almejamos a construção de uma sociedade mais igualitária, não podemos negar o papel da escola de aproximar as crianças – principalmente as que não têm essa oportunidade em outras instâncias – das culturas do escrito.

Por sua vez, não podemos perder de vista os eixos que orientam as propostas pedagógicas da Educação Infantil: as interações e a brincadeira. É no contexto das interações e interlocuções, nos espaços lúdicos das brincadeiras, dos jogos de linguagem, das cantigas e dos poemas, das histórias e dos relatos que as culturas do escrito são vividas pelas crianças.

Em segundo lugar, é necessário lembrar que o objetivo da Educação Infantil não é a alfabetização stricto sensu. Embora crianças da pré-escola possam se alfabetizar por interesse particular a partir das interações e da brincadeira com a linguagem escrita, não cabe à pré-escola ter a alfabetização da turma como proposta. Na Educação Infantil, muito mais importante do que, por exemplo, ensinar as letras do alfabeto é familiarizar as crianças, desde bebês, com práticas sociais em que a leitura e a escrita estejam presentes exercendo funções diversas nas interações sociais; é dar-lhes oportunidade de perceberem lógicas da escrita tais como sua estrutura peculiar (não se fala como se escreve), sua estabilidade (as palavras não mudam quando a professora lê uma história) e os múltiplos papéis que desempenha nas sociedades contemporâneas (utilitário e estético).

Nesse sentido, a Educação Infantil é uma etapa da Educação Básica – a única, talvez – cuja estrutura permite uma maior exploração pelas crianças das diferentes linguagens. A organização também possibilita que o brincar seja tomado como o eixo do trabalho com a linguagem escrita. Essa clareza do papel da Educação Infantil também permite que o educador explore o máximo possível as diversas manifestações e possibilidades de aproximação das crianças da cultura escrita. Até mesmo o trabalho sistemático com a expressão e a argumentação orais, muitas vezes negligenciado nas etapas posteriores da escolarização, pode contribuir com esse processo de ampliação da participação das crianças na cultura escrita.

Em terceiro lugar, pensar a cultura escrita do modo como estamos discutindo aqui certamente contribui para valorizar o conhecimento de mundo das crianças, de suas famílias e das comunidades onde vivem. Por quê? Na medida em que acreditamos que existem muitos modos de se relacionar com o escrito nas sociedades contemporâneas e que a escola tende a privilegiar apenas um deles, temos a oportunidade de incorporar essa pluralidade de modos em nosso trabalho pedagógico, valorizando-os (e não apenas criticando-os). Para que isso ocorra, é necessário, antes de tudo, conhecer essas culturas escritas. Não é raro, por exemplo, encontrarmos famílias que guardam os livros de literatura recebidos pelo governo para seus filhos em um lugar de destaque na casa, sem nunca os ter manuseado nem deixado as crianças manuseá-los, para não “estragarem”. É possível até mesmo depararmos com pais que vendem os livros recebidos e avós analfabetas que ficam tensas ao entrar em contato com a palavra escrita (por medo do preconceito, por verem seus saberes e suas experiências cada vez mais desvalorizados...). É comum, por outro lado, vermos famílias em que esses livros e também os que são emprestados das bibliotecas escolares são colocados à disposição dos meninos e meninas e se tornam efetivamente objetos de leitura, de fruição estética, de informação. Esses diferentes gestos em torno do livro podem nos dar elementos sobre os lugares simbólicos e materiais que o escrito ocupa no cotidiano das crianças, de suas famílias e de suas comunidades. A compreensão dessas lógicas muitas vezes distintas das nossas vai nos fazer valorizar outras linguagens e, ao mesmo tempo, outras formas de aproximação da cultura escrita, como a narrativa de histórias orais, a rima, o verso, a leitura informativa (e não apenas literária), a audição de versículos da Bíblia. Vai, ainda, fazer-nos reconhecer que analfabetos e semialfabetizados (entre os quais estão muitos bisavós, avós, pais, mães, tios e tias das nossas crianças) são produtores de cultura.

 

sexta-feira, 7 de junho de 2024

REGISTRO REFLEXIVO DO 1º ENCONTRO

 Professoras Vivian e Edna

Aos vinte e sete dias do mês de maio de dois mil e vinte e quatro, reuniram- se nesta unidade escolar E. M. E. I Renata Dias da Cruz Monteiro para reunião de HTPC em rede 1º encontro – capitulo 01. A diretora, coordenadora e todas as professoras dessa unidade. O objetivo do encontro: Apresentar o tema da formação “Docência e formação cultural”; “Docência na Educação Infantil: Contextos e práticas” e “Leitura literária entre professor e crianças”. Após leitura da pauta e apresentação do comunicado e dos combinados, Thais separou por trechos e dividiu para cada um fazer a leitura e interpretação. Vanessa destacou a importância entre saberes das práticas que realizava em início de carreira e que as mudanças são necessárias, mas que é preciso transitar entre saberes adquiridos e os novos saberes. A importância de se ver como ponte para futuras gerações. Outro ponto destacado foram os conhecimentos que as crianças trazem para a sala de aula e observar para incluir em nossas práticas. Thais ampliou nosso olhar para valorizar o que as famílias trazem em suas experiências, pois cultura não significa apenas diploma, pois mesmo sem ter muito estudo a pessoa tem múltiplas vivencias que pode compartilhar. Por isso a importância de darmos voz as famílias e o que elas trazem como bagagem. O trecho dois é sobre sentido de permanência e de renovação e formação cultural com direito de sonhar com um mundo melhor. Em estar presente no agora, para observar o brincar, pois é nele que o professor pode intervir e ampliar os saberes. Trecho três na complexidade da docência com bebês e demais crianças. E os docentes, não podem só focar em passar a informação pronta, sem dar oportunidade as crianças experimentarem e adquirirem seus próprios conhecimentos. No quarto trecho foi destacado as múltiplas linguagens, como não sendo algo exterior ao corpo humano, é nele que a linguagem exerce e acontece. O termo linguagem foi exposto e compreendido em sentido amplo, pois ela acontece de diversas maneiras, com o corpo, gestos, artes, discursos e nas relações sociais. E que através dessas linguagens que iniciamos longos processos e que o professor pode ampliar ou trazer novos saberes. No quinto trecho, ainda fala que é importante extravasar as narrativas, saindo do texto verbal e ir na direção das vivências, buscar perceber o que aluno traz consigo como expressão cultural.  Trecho seis educamos para que os novos vivam no mundo e dele façam algo melhor com o que recebem de nós, adultos. Educamos nossas crianças para o futuro, e Luceni trouxe importantes questionamentos. Qual é a nossa atitude diante dessas informações? O que estamos ensinando e o que iremos deixar nessas crianças para o futuro? Qual é o perfil de cidadão que almejamos para as futuras gerações? Nossos saberes são a ponte entre passado, presente e futuro. O trecho sete é sobre o cuidar e que é fundamental o contato próximo ao corpo das crianças, no momento de troca de fraldas, trazer o olhar positivo para o autocuidado, carinho ao tocar a criança e sua valorização. Thaís vem elucidar que mesmo o texto falando de leitura e escrita na educação infantil, passa por um importante tema que é o cuidar, o momento de desfralde e auto cuidado. O trecho oito é sobre o percurso da criança na educação infantil e implementação de projetos que contemplem experiências sociais, afetivas e culturais. E trouxe a reflexão sobre o futuro de nossas crianças, que serão protagonistas em diferentes esferas profissionais e sociais. Nara trouxe a importante reflexão sobre buscar novos conhecimentos para as especificidades dos alunos, exemplificou sua prática com exemplos reais de alunos que vieram sem laudo, fez adequação, buscou formas alternativas de comunicação com crianças surdas. E quão é importante ter abertura para atender às especificidades, valorizando a diversidade, é assegurar o direito de todas as crianças. O trecho nove é sobre a importância do professor e da escola na formação de leitores. Sobretudo considerando as pesquisas que o Brasil ainda não ser um país de leitores. Thaís comentou que muitas vezes o professor é leitor por obrigação, mas não lê por prazer.

E o trecho dez é sobre estudos sobre a identidade docente e suas formas específicas de leitura mostram que os professores brasileiros caracterizam como leitores escolares. Thais passa para apresentação da experiência: “Bichos de Criança”. Onde a professora ao perceber que as crianças gostavam de imitar os animais montou uma sequencia didática para ampliar os conceitos sobre artes e a percepção dos animais reais e na representação em pinturas e obras de artes. E por fim foi feita trocas de livros: Vamos ler por prazer? Assim suscitar o gosto pela leitura por deleite, onde cada um levou um livro para que possamos ler outros títulos e ampliar nosso gosto pela leitura.