Como tarefa da formação, os professores da escola tiveram que preparar momento de oficina de percurso com seus alunos, suscitando investigações artísticas e estéticas para que se desenvolvam em seu percurso artístico e também no uso dos materiais (conteúdos procedimentais). Confiram abaixo o registro reflexivo da professora Nara da turma Multisseriada B.
Me preparei para no primeiro dia da semana, colocar em prática a tarefa solicitada no HTPC do 3º encontro do HTPC em Rede: Propor uma oficina de percurso/Proposta com a turma...
Durante alguns dias fui selecionando materiais para serem usados como suporte para o desenho. Dentre eles separei: garrafa plástica, plástico para encadernação transparente, rolinhos de papel toalha e papel higiênico, suporte revestido de papel alumínio, caixas de tamanhos diferentes de médio e pequeno porte, papelão, papel microondulado, suporte claro e escuro, bexiga grande e um pedaço de papelão revestido com gaze.
Para marcar/riscar/desenhar separei, giz de cera e giz de lousa, corretivo líquido com suporte e pincel, canetinha hidrocor, marcador permanente e caneta para quadro branco. Espalhei pela sala os suportes: alguns fixados nas mesas, outros nos armários e portas da sala, a bexiga ficou pendurada num cordão ligado a maçaneta da porta, alguns suportes poderiam ser usados por duas crianças simultaneamente ou não, tendo cada um a sua individualidade criativa, por assim dizer, garantida. Quando as crianças entraram o ambiente já estava preparado, mostrei a elas cada espaço/suporte, depois mostrei os marcadores que poderiam ser usados e os deixei livres. No primeiro momento eles deram um giro pela sala olhando tudo com olhinhos curiosos e ansiosos, a Brenda e o Guilherme começaram a deixar suas marcas em vários suportes, sem concluir o desenho saiam para outro, preferi não falar nada. Ao vê-los sem paradeiro sugeri que terminassem e depois poderiam escolher quantos outros eles quisessem. Fiquei surpresa, pois não houve conflito todos passavam por todos os lugares sem atrito. Percebi que o Miguel foi a única criança que não trocava de lugar (ele escolheu o plástico) e coincidência ou não escolheu o marcador permanente, então a combinação deu certo. Ao vê-lo assim mostrei e sugeri outros suportes, sem forçar, ele aceitou e escolheu os cilindros de papelão, desenhou até na parte de dentro. Essa atividade me fez refletir sobre como, mesmo sem conhecer alguns materiais riscantes e suportes, a criança precisa experimentar e gerenciar o seu próprio trabalho, isso vai lhes dar autonomia e independência nas tomadas de decisões e escolhas. Alguns desenhos não ficaram tão bem desenvolvidos quanto os desenhos feitos no caderno, mas temos que levar em consideração a posição de alguns suportes. Por fim, acredito que esta experiência de investigação surtiu resultados positivos.


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